Um encontro inesperado dentro de casa acendeu um alerta em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Uma armadeira, aranha peçonhenta conhecida por não construir teia e pela agressividade quando se sente ameaçada, foi encontrada por um biólogo, que decidiu transformar a situação em informação à população.
O registro em vídeo feito pelo biólogo Gilberto Duwe mostra o animal adotando a clássica posição de defesa: patas erguidas e presas à mostra. O comportamento intimidador não é por acaso e explica o nome popular da espécie, considerada a mais perigosa do Brasil.
“Hoje a visita foi intensa, me deparei com essa aranha-armadeira aqui em casa. Ficamos frente a frente. Peguei e coloquei ela num vidro para soltar e colocar num local seguro tanto pra ela, quanto pra minha família”, disse o biólogo, conhecido como Giba nas redes sociais.
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Aranha foi colocada em um vidro para ser liberada em local seguro para ela e para os humanos – Aranha armadeira em Jaraguá do Sul
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Peçonhenta, aranha-armadeira encontrada em Jaraguá do Sul é a mais perigosa do Brasil – Gilberto Duwe/Redes sociais/ND Mais
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Biólogo também achou uma aranha-armadeira predando inseto em Irineópolis – Gilberti Duwe/Redes sociais/ND Mais
Aranha que não espera na teia
Diferente da maioria das aranhas, a armadeira não depende de teias para capturar alimento.
“Ela é peçonhenta e tem esse nome justamente porque quando ela se sente ameaçada, ela se arma. A espécie não faz a famosa teia, ela caça suas presas. Inclusive semana passada eu encontrei uma armadeira predando um inseto lá em Irineópolis”, explicou Giba.
Com hábitos predominantemente noturnos, ela caça ativamente e passa o dia escondida em locais escuros e protegidos, como calçados, roupas, entulhos, vasos e plantas.
A espécie, identificada como Phoneutria nigriventer, pode atingir até 15 centímetros de envergadura, saltando até 40 cm de distância. O veneno é neurotóxico e pode provocar sintomas como dor intensa, sudorese, taquicardia, convulsões e, em situações raras, levar à morte.
Biólogo Giba explica comportamento da aranha e os cuidados ao encontrar a espécie armadeiraVídeo: Gilberto Duwe/Redes sociais/ ND Mais
Verão aumenta o risco de encontros
Com a chegada do calor, cresce também a chance de encontrar animais peçonhentos dentro de casa. Limpezas mais profundas, reformas improvisadas e o manuseio de materiais como tijolos, madeira e telhas criam o cenário ideal para esses encontros.
No caso registrado em Jaraguá do Sul, a armadeira estava escondida dentro de um bloco de construção, reforçando um alerta comum entre biólogos: o perigo nem sempre está no chão, mas exatamente onde as mãos são colocadas sem atenção.
De acordo com o Governo de Santa Catarina, acidentes com animais peçonhentos no estado representam 21,4% dos casos de intoxicações por veneno registrados em 2024.
O que fazer ao encontrar uma armadeira?
A orientação principal é manter a calma e evitar qualquer tentativa de contato direto. Não se deve tentar matar o animal ou capturá-lo com as mãos. Sempre que possível, o ideal é isolar o local e acionar equipes especializadas, como órgãos ambientais ou o Corpo de Bombeiros, para a remoção segura.
Além da segurança, o cuidado também preserva o equilíbrio ambiental. Aranhas e outros animais peçonhentos desempenham papéis importantes na natureza.
Durante o verão, a recomendação é simples: usar luvas em faxinas, sacudir roupas e calçados antes de vestir, conferir materiais de construção e evitar colocar as mãos em frestas ou locais escuros.
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Aranha-armadeira da espécie phoneutria – Governo de Santa Catarina/Divulgação/ND Mais
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Aranha-armadeira da espécie phoneutria – Governo de Santa Catarina/Divulgação/ND Mais









