
Uma outra alternativa, além da IA, seria uma mudança do tipo de provas onde são feitas as pré-testagens, aplicando as questões diretamente nas redes de ensino e evitando, assim, que potenciais fraudadores se inscrevam e façam estes exames apenas para ter acesso aos itens antecipadamente.
Mas há desafios. “A dificuldade é o interesse: quem participa precisa estar engajado, querendo o resultado. Se o aluno não receber nenhum benefício, vai faltar ou não se dedicar. Isso compromete as análises de desempenho”, afirmou Palacios ao Inep.
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O que é o pré-teste do Enem – e como as questões vazaram este ano
O caminho até uma questão estrear na prova do Enem é longo. Os itens são elaborados aos milhares por professores e especialistas credenciados junto ao MEC, e passam depois por outras etapas de verificação para garantir uma prova precisa e equilibrada.
A etapa final é justamente o pré-teste do item, que é inserido sigilosamente em outras provas do MEC para medir:
- Nível de dificuldade da questão (garantindo um equilíbrio entre questões médias, fáceis e difíceis)
- Discriminação (o quanto a questão consegue medir o conhecimento do estudante sobre aquele determinado assunto)
- Chance de acerto ao acaso (o famoso “chute).
Depois desta etapa é que as questões são encaminhadas para o BNI (Banco Nacional de Itens) e servem para composição do Enem em diferentes edições.
O que ocorreu neste ano foi que Edcley Teixeira, estudante de Medicina que se denomina “mentor” de um curso pré-vestibular, divulgou, em uma live dias antes da prova, itens “descobertos” por ele em uma destas testagens do Inep.
Ele incentivava outros jovens a se inscreverem em um concurso da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) onde era feito o pré-teste, e a cada questão decorada por eles, fazia um pagamento de R$ 10.
Depois, estas perguntas “vazadas” compunham as apostilas e aulas de mentoria oferecidas por ele.
O caso veio à tona dias depois do segundo domingo de aplicação do Enem 2025, quando estudantes nas redes sociais perceberam a similaridade do que havia sido divulgado na live de Edcley e questões que de fato apareceram na prova.
O Inep acabou anulando três questões – 123 (fotossíntese), 132 (grito) e 174 (parcelamento de R$ 60 mil) da prova de Matemática e Ciências da Natureza, considerando a numeração da prova azul.










