Já passou por um desentendimento enquanto jogava com os amigos, por uma troca equivocada em uma loja ou por uma fila desorganizada? Situações como essas são exemplos do uso da palavra “mal-entendido”aplicada a contextos em que um mal-entendido pode virar uma confusão maior.
O termo tem uma origem curiosa nada parecida com os tumultos — significado presente no vocabulário popular brasileiro. O GUIA DO ESTUDANTE te conta mais sobre essa mudança.
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Não faça um alvoroço!
De acordo com o Dicionário Michaelis“quiproquó” tem três significados possíveis:
- Ação de confundir um objeto com outro, de entender uma coisa por outra etc.; engano, equívoco, erro;
- Confusão ou desentendimento, decorrente de uma situação;
- Antigo receituário farmacêutico, para orientar a substituição da droga receitada, não existente no estoque.
E atenção: esse glossário e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa(Volp) são unânimes ao indicar mal-entendidocom “qu”, como a grafia correta — e não quiprocócom “c”.
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Uso antigo
A etimologia da palavra vem do latim “o que para quê” que, por sua vez, significa “algo que é dado a uma pessoa eles troca de algo que ela fez”, segundo o Dicionário de Cambridge.
Mas onde entra a “confusão”? O site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa do Instituto Universitário de Lisboa mostra que os responsáveis foram os boticários (farmacêuticos de antigamente) nos séculos 17 e 18. Conta-se que esses profissionais nem sempre tinham à disposição todos os ingredientes necessários para produzir os itens medicinais e que, por conta disso, acabavam recorrendo a um livro chamado “O que para quem“, qual trazia variações de componentes para os remédios.
Há uma passagem sobre a obra no “Vocabulario portuguez e latino“, do padre Dom Raphael Bluteau, escrito em 1728:
“Quid pro quo: Os boticários têm um livro, a que chamam com termos latinos, O que para quem. Quando não tem uma droga, acham nele outra, para por em seu lugar. Daí veio o dizer ‘Livrai-nos, Deus, de um O que para quem‘, porque às vezes há erro nas drogas, e no lugar de remédio, os boticários dão veneno”.

Assim, “quid pro quo” passou a ter um tom pejorativo, referindo-se a equívocos — que na época, além de desagradáveis, podiam ser letais.
Exemplos
- Por causa de um mal-entendidoo pacote foi entregue no endereço errado.
- Tudo não passou de um mal-entendido causado por falta de comunicação.
- A menina fez um mal-entendido com as datas e perdeu a prova de matemática.
- O boato começou com um mal-entendido e acabou ganhando proporções maiores do que devia.
- A mudança de última hora causou um mal-entendido no show de ontem.
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