Mais da metade dos acidentes com animais peçonhentos registrados nos últimos anos em Jaraguá do Sul envolve um animal comum no dia a dia e muitas vezes subestimado: a aranha.
O dado faz parte de um levantamento da Vigilância Epidemiológica do município e acende o alerta para os cuidados redobrados durante o verão, período em que esse tipo de ocorrência se intensifica.
Aranhas lideram os registros no município com animais peçonhentos
De acordo com o levantamento que considera o período de 2021 a 2025, foram contabilizados 153 atendimentos relacionados a acidentes com aranhas, número que corresponde a mais de 50% dos casos registrados no município. Na sequência aparecem os acidentes com serpentes, com 76 ocorrências (26%), seguidos por lagartas e abelhas, com 27 casos cada (9%), e escorpiões, com sete registros (2%). No período analisado, não houve registro de óbitos.
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No período de 2021 a 2025, foram contabilizados 153 atendimentos relacionados a acidentes com aranhasFoto: Divulgação/Prefeitura de Jaraguá do Sul/ND MaisA maior incidência durante os meses mais quentes do ano está associada ao clima quente e úmido, que deixa esses animais mais ativos, além do aumento do contato das pessoas com ambientes naturais, como áreas de mata, trilhas, jardins e terrenos baldios.
Caso recente reforça o alerta
Recentemente, o biólogo Gilberto Duwe, da Fujama (Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente), encontrou uma aranha armadeira dentro de casa, espécie considerada uma das mais venenosas do mundo. O episódio foi compartilhado por ele nas redes sociais, com imagens e informações sobre as características do animal, chamando a atenção para o fato de que esses encontros podem ocorrer até mesmo em ambientes urbanos e residenciais.
Aranha armadeira é considerada uma das mais venenosas do mundoFoto: Divulgação/Funed/ND MaisSegundo orientações do Ministério da Saúde e da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina), medidas simples de prevenção podem evitar grande parte dos acidentes.
Cuidados simples reduzem o risco
Entre as principais recomendações estão o uso de calçados fechados e luvas ao caminhar em trilhas ou manusear entulhos, evitar sentar diretamente no chão ou em troncos sem observar o local, não colocar as mãos em buracos ou sob pedras e sacudir roupas, calçados e cobertores antes de usá-los. Manter quintais e jardins limpos, sem acúmulo de lixo ou materiais que sirvam de abrigo para animais peçonhentos, também é fundamental.
No caso das lagartas, o alerta é para não tocá-las diretamente, já que os pelos podem provocar reações graves. Com relação às abelhas, a orientação é não provocar colmeias e manter distância, especialmente pessoas alérgicas.
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No caso das lagartas, o alerta é para não tocá-las diretamente – Divulgação/Instituto Butantan/ND
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A jararaca é considerada uma das cobras mais perigosas do Brasil – Instituto Butantan/Reprodução ND
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Com relação às abelhas, a orientação é não provocar colmeias – Banco de Imagens/ND
O que fazer em caso de acidente
Em situações de picada ou contato com animal peçonhento, a recomendação é procurar imediatamente atendimento de saúde, de preferência em um serviço de urgência. Não se deve fazer torniquete, cortar, sugar o local da picada ou aplicar substâncias caseiras. Sempre que possível, o animal envolvido deve ser identificado, sem que isso coloque a vítima em risco.










